Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

BOAS FÉRIAS!!!!

As aulas chegaram ao fim....mas o nosso blog continua...não te esqueças de ir contando as tuas aventuras de férias, os livros que vais lendo, etc, etc....

Envia também sugestões para ocupação do tempo livre, como por exemplo um livro, um lugar para visitar, um site....

Aqui fica uma sugestão de site:

http://www.ipmuseus.pt/ 

Aqui podes visitar os principais museus de Portugal....como o Museu Grão Vasco

 

Última Ceia, Vasco Fernandes, c. 1535–1540. Foto: © IPM/DDF, Fotógrafo José Pessoa
Última Ceia, Vasco Fernandes,  1535–1540.

No centro histórico de Viseu, o edifício contíguo à Catedral acolhe as valiosas colecções e serviços do Museu Grão Vasco. À semelhança do que sucedeu com outros museus portugueses, a sua fundação, que ocorreu precisamente a 16 de Março de 1916, surge no contexto histórico das reformas republicanas, designadamente no âmbito da transferência dos bens da Igreja para a tutela do Estado. Como se especifica no decreto que o instituiu, a sua finalidade primeira seria a de preservar e valorizar “os valiosos quadros existentes na Sé de Viseu [as obras do Grão Vasco], o tesouro do cabido da Sé, além doutros objectos de valor artístico ou histórico”. Instalado nas dependências anexas da Catedral, viria a ganhar autonomia apenas em 1938, quando as pinturas do mais famoso pintor português foram transferidas para o edifício actual, designado por Paço dos Três Escalões.

 

publicado por esfahistoriadores às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (21) | favorito
Quarta-feira, 23 de Maio de 2007

MATRIZ DO TESTE

 

 

 

CONTEÚDOS

APRENDIZAGENS RELEVANTES

QUESTÕES/

PONTUAÇÃO

 

1- O modelo ateniense (módulo 1)

 . A democracia antiga: os direitos dos cidadãos e o exercício de poderes

 

. Analisar o funcionamento da democracia ateniense, realçando as suas qualidades e limitações

 

1- 30 PONTOS

(obrigatória)

 

2- O espaço português – a consolidação de um reino cristão ibérico (módulo 2)

. A fixação do território

 

. O país rural e senhorial

 

 

. Relacionar a Reconquista Cristã peninsular com a configuração do espaço territorial português

 

. Caracteriza o poder senhorial

 

. Explicar as particularidades da

organização social e político-administrativa dos concelhos

 

2 – 35 PONTOS

 (obrigatória)

 

3 - A produção cultural (módulo 3)

. Distinção social e mecenato

 

. Os Caminhos Abertos Pelos Humanistas

 

. A Reinvenção das Formas Artísticas

 

. A Reforma Protestante

 

. Contra-Reforma e Reforma Católica. O impacto na sociedade portuguesa.

 

 

. Evidenciar as características antropocêntricas, a valorização da Antiguidade e a consciência de modernidade no Humanismo.

 

. Identificar as características estéticas e artísticas do Renascimento

 

. Reconhecer as novas tendências da arte renascentista em Portugal

 

. Identificar indícios de crise na Igreja nos fins da Idade Média/inícios dos tempos modernos

 

. Relacionar a questão das indulgências com o início da Reforma protestante

 

.Interpretar a resposta da Igreja Católica à Reforma protestante

 

. Identificar as determinações do Concílio de Trento

   (4 questões para escolher 3)

 

3-  45 PONTOS

 

4-  45 PONTOS

 

5-  45 PONTOS

 

6- 45 PONTOS

publicado por esfahistoriadores às 12:13
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

ARTE RENASCENTISTA

A arte Renascentista foi marcada por uma nova estética e sensibilidade. A assunção de uma ruptura com o Gótico ocorreu em Florença, muito especialmente na Florença dos Médicis . Este movimento de renovação manifesta um repúdio pela estética medieval, considerando-a mesmo sem "ordem e graça". Propõe então uma nova estética, proporcionada, graciosa e bela, através da redescoberta das formas clássicas . Esta recuperação baseia-se na utilização dos elementos arquitectónicos greco-romanos e a sua gramática decorativa (colunas, pilastras, cornijas, frontões, cúpulas, grotescos...); na representação naturalista do corpo humano e da perfeição física, tornando o Homem uma "medida" na arte, e na adopção de temáticas da mitologia e Histórias clássicas. Procede-se, antes mais, a uma simplificação e racionalização da estrutura dos edifícios, através da matematização do espaço arquitectónico.

Brunelleschi é um florentico que contempla a renovação arquitectural e considera a proporção o segredo da beleza e harmonia das construções, condicionada pela simetria rigorosa - daí a preferência pela planta centrada, planta em forma de cruz grega, com o centro coberto por uma cúpula. A planta de cruz latina não era compatível com a racionalidade. A cúpula será o elemento dominante. Na Catedral de Santa Maria das Flores, a cúpula é ainda um elemento sobreposto, só mais tarde se tornará um elemento integrado, contudo será  o primeiro projecto de uma cúpula renascentista, assente sobre um tambor octagonal, parecendo  suspensa sobre arcos e pilares.

A arte renascentista articula-se ainda com o processo de racionalização e simplificação na utilização preferencial do arco de volta perfeita. Tanto a pintura como a escultura revelam também a grandeza da Antiguidade clássica, evidenciada no naturalismo, humanismo e racionalismo.

 

* Refere alguns dos principais artistas do renascimento e algumas da suas obras.

publicado por esfahistoriadores às 22:35
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Terça-feira, 8 de Maio de 2007

HUMANISMO

 

* Restauro das letras, das figuras e do espirito dos clássicos

* Imitação e superação dos modelos clássicos

* Harmonia entre a tradição antiga e a revelação cristã

* Exaltação da grandeza do indivíduo

 

More by Holbein

 

* Elabora uma sintese biográfica de um dos humanistas que estudaste

(procura não elaborar a sintese biográfica de um humanista que um teu colega já elaborou)

publicado por esfahistoriadores às 23:25
link do post | comentar | ver comentários (13) | favorito
Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

TESTE - SUGESTÃO DE RESOLUÇÃO

1- A arte gótica surge associada à afirmação do mundo urbano, no qual burgueses prósperos, e orgulhosos da sua cidade contribuíram generosamente para o embelezamento e engrandecimento. O gótico é pois um estilo urbano por excelência, que traduz uma nova relação de Deus com os homens, daí que se encontre intimamente ligado à arquitectura religiosa, sendo a catedral a sua melhor expressão. Com um exterior imponente e profusamente decorado, apresentam um interior amplo, elevado e luminoso. “Deus é luz” e essa vivência espiritual é deliberadamente realçada pelo estilo gótico.

A arte gótica domina na Europa entre os séculos XII e XV, estendendo-se até ao séc. XVI em alguns países.

Os elementos estruturais da arquitectura gótica são o arco quebrado, a abóbada de cruzamento de ogivas e o arcobotante. O arco quebrado vem substituir o arco de volta perfeita, utilizado na arquitectura românica, e pode ser estirado em altura conferindo verticalidade; a abóbada de cruzamento de ogivas faz cair a pressão sobre quatro pontos, suportando o peso da abóbada, permitindo fragilizar as paredes e nelas introduzir grandes janelas e vitrais. Os arcobotantes destinam-se a reforçar os pontos de pressão no exterior. Os contrafortes são rematados por pináculos, que com a verticalidade das linhas e os arcos quebrados e o rendilhado, dão um aspecto de leveza.

Tendo na França a sua origem (Notre-Dame de Paris, Catedral de Amiens, Reims, Beauvais) rapidamente se estendeu ao resto da Europa:  Catedral de York (Inglaterra), Catdral de Friburgo (Alemanha), Catedral de Siena e Milão (Itália), Catedral de Burgos e Leão (Espanha).

Em Portugal o gótico surge no Mosteiro de Alcobaça e nos claustros da Sé Velha de Coimbra, predomina em Santarém (Igrejas de S. Francisco e Santa Clara) e atinge o seu auge no Mosteiro da Batalha, mandado construir por D. João I, em cumprimento de um voto feito durante a batalha de Aljubarrota, simbolizando o esplendor do gótico nacional.

 

2- A Igreja  foi também afecta pelo surto urbano e prosperidade económica da Europa nos séculos XII-XIII. Os excessos de poder e riqueza do clero, a consequente mundanização da Igreja suscitaram amplas reacções. Dentro da própria Igreja nasceram alguns dos movimentos de contestação. O mais importante desses movimentos foi o das ordens mendicantes, criadas por S. Francisco e S. Domingos. Este movimento originou uma renovação da vida religiosa, cujas igrejas constituíam verdadeiros centros de evangelização. O seu contributo foi inegável no sentido de transformar o cristianismo numa religião de massas, com novos valores. As ordens mendicantes inspiraram também a criação de confrarias e associações de socorros mútuos. Estas constituíram uma das mais antigas expressões de solidariedade. Não eram exclusivas dos meios urbanos, mas era sobretudo nas cidades que desenvolviam a sua actividade em torno do culto a um santo padroeiro, agrupando elementos de um mesmo ofício. Estas associações regulavam-se por estatutos próprios, que definiam a sua organização, os rituais e os deveres dos seus membros.

  

3- Nas grandes descobertas dos séculos XV e XVI, os Portugueses foram, como sabemos, pioneiros. Contudo, esse pioneirismo não foi fruto do acaso, resultou antes de uma capacidade de adaptação e utilização de saberes tradicionais conjugada com a prática quotidiana dos nossos navegadores e a utilização de meios técnicos capazes de assegurar  as dificuldades.

Devido às navegações dos Portugueses no Atlântico, as técnicas náuticas evoluíram. A navegação por rumo e estima é suplantada pela navegação astronómica em que os portugueses foram exímios. A apoiá-los está o quadrante e o astrolábio (fig.3), simplificados, e um novo instrumento náutico, a balestilha, bem como o registo sistemático e anotações nas tábuas de declinação solar. As mudanças estruturais na construção naval (utilização da caravela, da nau) permitiram a navegação à bolina e o transporte de cargas mais avultadas. Não podemos descartar para um plano secundário o progresso notável da cartografia. Esta atinge uma perfeição e rigor até então impensáveis, graças sobretudo à revisão das concepções medievais exemplarmente efectuada pelo chamado planisfério de Cantino que representa pela primeira vez terras do continente americano (fig. 6) e que servirá de modelo a vários cartógrafos europeus. Esta progressão cartográfica alia os progressos científicos à arte, identificando a importância da vivência, da experiência. Aliás, foi a expansão marítima que proporcionou descrições notáveis da realidade observada, desenvolveu o espírito crítico e impulsionou a manifestação da moderna ciência.

 

4- Os séculos XV e XVI constituíram para a Europa, uma época de transformação cultural, de concepção e difusão de novos valores e atitudes - o Renascimento. A sua origem situa-se nas cidades italianas que constituíam estados independentes, no século XV difundindo-se paulitanamente por toda a Europa. As cidades que mais destaque tiveram foram, sem dúvida, Génova, Florença, Milão, Roma, Veneza e Nápoles. O seu brilho muito ficou a dever-se à acção fecunda de mecenas como Cosme e Lourenço de Médices, os papas Júlio II e Leão X e burgueses como os Visconti e Montefeltro. A sua protecção deu azo a que figuras geniais como Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, Botticelli, Rafael, Donatello...entre muitos outros, questionassem, criassem, inovassem e progredissem em campos tão distintos como as artes, as ciências, a literatura, o ensino, a filosofia e até a religião.

Estas profundas transformações operam-se num contexto de ruptura com valores da Idade Média, mas também com invocação do legado cultural greco-latino, que a Idade Média também não esqueceu. Os escritores do século XV não ignoraram os clássicos, contudo opera-se uma nova abordagem dos mesmos, criticando e rejeitando a abordagem anteriormente operada. E. Garin diz-nos que o Renascimento aproveitou os resultados positivos do esforço medieval. Talvez por isso se considere mais que o Renascimento foi uma espécie de passagem lenta, gradual entre a Época Medieval e a Época Moderna. Um tempo novo, sem dúvida, com uma nova consciência, em que a civilização ocidental assume um notável dinamismo. Este dinamismo promove-se pela abertura ao mundo, pelo encontro de civilizações desconhecidas, pela reanimação das cidades, povoadas de gentes, pela reanimação do comércio, pela revolução nas técnicas, nas ciências, nas letras, artes, pela rápida difusão cultural promovida pela imprensa e sobretudo pelo protagonismo assumido pelo novo Homem. Humanista, individualista, racional, astuto, curioso, observador, laico, pragmático e universal

publicado por esfahistoriadores às 16:03
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
Terça-feira, 17 de Abril de 2007

A ABERTURA AO MUNDO - O CONTRIBUTO PORTUGUÊS

 

 

Partindo das imagens, evidencia qual o contributo dos portugueses para o conhecimento (séculos XV e XVI): náutico, cartográfico e geográfico.

publicado por esfahistoriadores às 12:46
link do post | comentar | ver comentários (9) | favorito

RENASCIMENTO

Os séculos XV e XVI constituíram para a Europa, uma época de transformação cultural, de concepção e difusão de novos valores e atitudes - o Renascimento. A sua origem situa-se nas cidades italianas que constituíam estados independentes, no século XV difundindo-se paulitanamente por toda a Europa. As cidades que mais destaque tiveram foram, sem dúvida, Génova, Florença, Milão, Roma, Veneza e Nápoles. O seu brilho muito ficou a dever-se à acção fecunda de mecenas como Cosme e Lourenço de Médices, os papas Júlio II e Leão X e burgueses como os Visconti e Montefeltro. A sua protecção deu azo a que figuras geniais como Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, Botticelli, Rafael, Donatello...entre muitos outros, questionassem, criassem, inovassem e progredissem em campos tão distintos como as artes, as ciências, a literatura, o ensino, a filosofia e até a religião.

Estas profundas transformações operam-se num contexto de ruptura com valores da Idade Média, mas também com invocação do legado cultural greco-latino, que a Idade Média também não esqueceu. Os escritores do século XV não ignoraram os clássicos, contudo opera-se uma nova abordagem dos mesmos, criticando e rejeitando a abordagem anteriormente operada. E. Garin diz-nos que o Renascimento aproveitou os resultados positivos do esforço medieval. Talvez por isso se considere mais que o Renascimento foi uma espécie de passagem lenta, gradual entre a Época Medieval e a Época Moderna. Um tempo novo, sem dúvida, com uma nova consciência, em que a civilização ocidental assume um notávelç dinamismo. Este dinamismo promove-se pela aberftura ao mundo, pelo encontro de civilizações desconhecidas, pela reanimação das cidades, povoadas de gentes, pela reanimação do comércio, pela revolução nas técnicas, nas ciências,nas letras, artes, pela rápida difusão cultural promovida pela imprensa e sobretudo pelo protagonismo assumido pelo novo Homem. Humanista, individualista, racional, astuto, curioso, observador, laico, pragmático e universal. 

 

publicado por esfahistoriadores às 12:23
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 26 de Março de 2007

AS IMAGENS DA VISITA DE ESTUDO

Olá!!! aqui ficam algumas das melhores imagens da nossa visita de estudo...fico à espera de alguns comentários sobre as fotos e sobre a visita....

Boas Férias para todos e Boa Páscoa....

No cais de Gaia..com o Porto ao fundo!!!

Nas Caves Calém!!!

 

No Douro para ver as pontes....                                na muralha fernandina !!!

Pelo Porto medieval...cuidado com a água!!!!

As boas vindas do nosso primeiro rei à comitiva!!!!

No Paço dos Duques...

No Castelo de Guimarães

Na Citânia de Briteiros!!! ai as minhas pernas...

publicado por esfahistoriadores às 22:43
link do post | comentar | ver comentários (9) | favorito
Segunda-feira, 19 de Março de 2007

VISITA DE ESTUDO

Chegou a visita de estudo... lá vamos nós até ao Porto e Guimarães....não vamos de gipe mas de autocarro...mas quem quiser também pode ir de bicicleta...

ITINERÁRIO:  

 

1º Dia – 20 de Março

 

 

8h 30m _____Mangualde (ESFA)

 

10h 15m – Chegada ao Porto

 

10h 30m – Passeio de Barco no rio Douro “ as seis pontes”

 

11h 30m – Visita às Caves Calém

 

12h 30m – Almoço

 

14h 30m – Inicio da visita guiada ao Porto Medieval

 

18h – saída para Guimarães

 

20h – Jantar na Pousada da Juventude de Guimarães

 

2º Dia – 21 de Março

 

9h 30m – Visita ao Castelo de Guimarães e Paço dos Duques

 

11h - Visita ao Museu Alberto Sampaio e Jogo no Centro Histórico

 

13h – Almoço

 

15h – Visita à Citânia de Briteiros

 

16h 30 - Saída de Briteiros com passagem por Braga

 

20h – Chegada prevista a Mangualde

 

 

 

publicado por esfahistoriadores às 15:56
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

SENHORIOS E CONCELHOS

A origem dos domínios senhoriais remonta à Reconquista, à apropriação de terras vagas pela expulsão dos muçulmanos - presúria - pertencendo ao rei a sua maioria (reguengos). Em resultado de grandes doações à nobreza e clero, os reguengos foram-se reduzindo, designando-se por honras as terras pertencentes à nobreza e coutos se fossem senhorios da Igreja.

A área por excelência dos senhorialismo nobre é o Norte Atlântico, configurando-se o Centro e Sul do país como as áreas dos grandes senhorios da Igreja.

Estas áreas territoriais projectam-se em organizações económico-sociais, mais ou menos extensas, cujo detentor exerce poderes, não só sobre a terra, mas também sobre os homens nela residentes. No caso português, as constantes preocupações com a guerra e defesa das fronteiras, afastaram os reis da organização administrativa do Reino, conduzindo ao crescimento do senhorialismo privado pela obtenção de recompensas de serviços vassálicos prestados ao rei, sob a forma de dotações territoriais que retribuíam os cargos públicos - honores, ou através da conquista ou tomada directa, como é o caso dos infanções, que detinham as tenências de terras e alcaidarias dos castelos e que tomaram nas suas mãos o exercício da autoridade pública, em beneficio próprio, ascendendo muitos deles a rico-homens .

O poder dos senhores, assenta não só no poder dominial (fundiário), mas também no poder militar e controlo económico sobre o território pela cobrança de banalidades. Este poder afirma-se e dissemina-se nas mãos dos grandes e pequenos poderes locais e alargando-se através das crescentes exigências fiscais, administrativas e judiciais que constituem factor de prestígio e enriquecimento.

Em resultado das grandes doações régias e de legados, os grandes senhorios monásticos, situados sobretudo no Centro e Sul do país, constituem os maiores domínios fundiários, com destaque para as ordens monacais e ordens religiosas e militares, que se destacaram pela sua acção de fomento do povoamento e exploração e valorização da terra.

Por concelho designa-se um território variável em extensão, composto por comunidades de homens livres, cujos privilégios estavam consignados nas cartas de foral. A sua autonomia, político-administrativa advém do reconhecimento efectuado pelos monarcas e senhores que necessitavam de repovoar o interior e o sul do país, durante e após o período da reconquista, dividindo-se em dois grandes grupos: o dos concelhos rurais e urbanos. Os primeiros derivam do aforamento colectivo de uma parcela menor ou maior de um território, cuja autonomia se vislumbra nas cartas de povoação, pela referência a um magistrado dotado de poderes jurisdicionais; os segundos obedecem a uma organização tipo, cujo desenvolvimento condiciona a própria estrutura fixada nas cartas de foral.

A administração do concelho competia aos vizinhos, que eram todos os homens livres, maiores de idade que habitavam na área concelhia, que nela trabalhavam ou eram proprietários. A sua administração era pois comunitária, distinta da do senhorio, que pertencia a um único titular. Assim, desta forma, se configura a distinta organização económico-social do país, complementando o país rural e senhorial com o país concelhio.

publicado por esfahistoriadores às 23:51
link do post | comentar | ver comentários (11) | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Junho 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


.posts recentes

. BOAS FÉRIAS!!!!

. MATRIZ DO TESTE

. ARTE RENASCENTISTA

. HUMANISMO

. TESTE - SUGESTÃO DE RESOL...

. A ABERTURA AO MUNDO - O C...

. RENASCIMENTO

. AS IMAGENS DA VISITA DE E...

. VISITA DE ESTUDO

. SENHORIOS E CONCELHOS

.arquivos

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

blogs SAPO

.subscrever feeds