Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

TESTE - SUGESTÃO DE RESOLUÇÃO

1- A arte gótica surge associada à afirmação do mundo urbano, no qual burgueses prósperos, e orgulhosos da sua cidade contribuíram generosamente para o embelezamento e engrandecimento. O gótico é pois um estilo urbano por excelência, que traduz uma nova relação de Deus com os homens, daí que se encontre intimamente ligado à arquitectura religiosa, sendo a catedral a sua melhor expressão. Com um exterior imponente e profusamente decorado, apresentam um interior amplo, elevado e luminoso. “Deus é luz” e essa vivência espiritual é deliberadamente realçada pelo estilo gótico.

A arte gótica domina na Europa entre os séculos XII e XV, estendendo-se até ao séc. XVI em alguns países.

Os elementos estruturais da arquitectura gótica são o arco quebrado, a abóbada de cruzamento de ogivas e o arcobotante. O arco quebrado vem substituir o arco de volta perfeita, utilizado na arquitectura românica, e pode ser estirado em altura conferindo verticalidade; a abóbada de cruzamento de ogivas faz cair a pressão sobre quatro pontos, suportando o peso da abóbada, permitindo fragilizar as paredes e nelas introduzir grandes janelas e vitrais. Os arcobotantes destinam-se a reforçar os pontos de pressão no exterior. Os contrafortes são rematados por pináculos, que com a verticalidade das linhas e os arcos quebrados e o rendilhado, dão um aspecto de leveza.

Tendo na França a sua origem (Notre-Dame de Paris, Catedral de Amiens, Reims, Beauvais) rapidamente se estendeu ao resto da Europa:  Catedral de York (Inglaterra), Catdral de Friburgo (Alemanha), Catedral de Siena e Milão (Itália), Catedral de Burgos e Leão (Espanha).

Em Portugal o gótico surge no Mosteiro de Alcobaça e nos claustros da Sé Velha de Coimbra, predomina em Santarém (Igrejas de S. Francisco e Santa Clara) e atinge o seu auge no Mosteiro da Batalha, mandado construir por D. João I, em cumprimento de um voto feito durante a batalha de Aljubarrota, simbolizando o esplendor do gótico nacional.

 

2- A Igreja  foi também afecta pelo surto urbano e prosperidade económica da Europa nos séculos XII-XIII. Os excessos de poder e riqueza do clero, a consequente mundanização da Igreja suscitaram amplas reacções. Dentro da própria Igreja nasceram alguns dos movimentos de contestação. O mais importante desses movimentos foi o das ordens mendicantes, criadas por S. Francisco e S. Domingos. Este movimento originou uma renovação da vida religiosa, cujas igrejas constituíam verdadeiros centros de evangelização. O seu contributo foi inegável no sentido de transformar o cristianismo numa religião de massas, com novos valores. As ordens mendicantes inspiraram também a criação de confrarias e associações de socorros mútuos. Estas constituíram uma das mais antigas expressões de solidariedade. Não eram exclusivas dos meios urbanos, mas era sobretudo nas cidades que desenvolviam a sua actividade em torno do culto a um santo padroeiro, agrupando elementos de um mesmo ofício. Estas associações regulavam-se por estatutos próprios, que definiam a sua organização, os rituais e os deveres dos seus membros.

  

3- Nas grandes descobertas dos séculos XV e XVI, os Portugueses foram, como sabemos, pioneiros. Contudo, esse pioneirismo não foi fruto do acaso, resultou antes de uma capacidade de adaptação e utilização de saberes tradicionais conjugada com a prática quotidiana dos nossos navegadores e a utilização de meios técnicos capazes de assegurar  as dificuldades.

Devido às navegações dos Portugueses no Atlântico, as técnicas náuticas evoluíram. A navegação por rumo e estima é suplantada pela navegação astronómica em que os portugueses foram exímios. A apoiá-los está o quadrante e o astrolábio (fig.3), simplificados, e um novo instrumento náutico, a balestilha, bem como o registo sistemático e anotações nas tábuas de declinação solar. As mudanças estruturais na construção naval (utilização da caravela, da nau) permitiram a navegação à bolina e o transporte de cargas mais avultadas. Não podemos descartar para um plano secundário o progresso notável da cartografia. Esta atinge uma perfeição e rigor até então impensáveis, graças sobretudo à revisão das concepções medievais exemplarmente efectuada pelo chamado planisfério de Cantino que representa pela primeira vez terras do continente americano (fig. 6) e que servirá de modelo a vários cartógrafos europeus. Esta progressão cartográfica alia os progressos científicos à arte, identificando a importância da vivência, da experiência. Aliás, foi a expansão marítima que proporcionou descrições notáveis da realidade observada, desenvolveu o espírito crítico e impulsionou a manifestação da moderna ciência.

 

4- Os séculos XV e XVI constituíram para a Europa, uma época de transformação cultural, de concepção e difusão de novos valores e atitudes - o Renascimento. A sua origem situa-se nas cidades italianas que constituíam estados independentes, no século XV difundindo-se paulitanamente por toda a Europa. As cidades que mais destaque tiveram foram, sem dúvida, Génova, Florença, Milão, Roma, Veneza e Nápoles. O seu brilho muito ficou a dever-se à acção fecunda de mecenas como Cosme e Lourenço de Médices, os papas Júlio II e Leão X e burgueses como os Visconti e Montefeltro. A sua protecção deu azo a que figuras geniais como Leonardo da Vinci, Miguel Ângelo, Botticelli, Rafael, Donatello...entre muitos outros, questionassem, criassem, inovassem e progredissem em campos tão distintos como as artes, as ciências, a literatura, o ensino, a filosofia e até a religião.

Estas profundas transformações operam-se num contexto de ruptura com valores da Idade Média, mas também com invocação do legado cultural greco-latino, que a Idade Média também não esqueceu. Os escritores do século XV não ignoraram os clássicos, contudo opera-se uma nova abordagem dos mesmos, criticando e rejeitando a abordagem anteriormente operada. E. Garin diz-nos que o Renascimento aproveitou os resultados positivos do esforço medieval. Talvez por isso se considere mais que o Renascimento foi uma espécie de passagem lenta, gradual entre a Época Medieval e a Época Moderna. Um tempo novo, sem dúvida, com uma nova consciência, em que a civilização ocidental assume um notável dinamismo. Este dinamismo promove-se pela abertura ao mundo, pelo encontro de civilizações desconhecidas, pela reanimação das cidades, povoadas de gentes, pela reanimação do comércio, pela revolução nas técnicas, nas ciências, nas letras, artes, pela rápida difusão cultural promovida pela imprensa e sobretudo pelo protagonismo assumido pelo novo Homem. Humanista, individualista, racional, astuto, curioso, observador, laico, pragmático e universal

publicado por esfahistoriadores às 16:03
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4 comentários:
De Pulga & Carol =) a 27 de Abril de 2007 às 19:10
Como se sofre com estes testes...noites sem dormir, dias de angústia e de nervosismo!!! eh eh eh

Isto é TORTURA! =)



De andreia geraldo a 28 de Abril de 2007 às 19:12
doutor se tivesse posto isto antes do teste dava melhor resultado...:) andei todo o dia a dormir por causa da noite anterior ao teste...


De melanie a 28 de Abril de 2007 às 19:16
noite sem dormir...feriado a estudar....nada de mais....lol....... =)


De Inês Gama a 6 de Maio de 2007 às 04:14
Dr, li tudo.
Desculpe ter faltado na sexta-feira mas tive uma crise de sinusite e renite e não conseguia mesmo.
Entretanto melhorei.
Bom fim de semana.


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