Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2006

A Multiplicidade de Poderes na Europa Medieval

 

Sacro Império Romano-Germânico

* Caracteriza a diversidade política europeia no século XIII

publicado por esfahistoriadores às 00:03
link do post | comentar | favorito
|
10 comentários:
De Didier a 8 de Dezembro de 2006 às 16:43
A ideia de reconstituição da autoridade imperial continuava viva. Após a aliança entre a igreja cristã e os francos, nos princípios do século IX; concretizada pela coroação de Carlos Magno como imperador pelo Papa Leão III, a divisão do reino dos Francos no tratado de Verdun em 843, pôs em causa este princípio. Mesmo assim, a unidade imperial não deixou de ser perseguida na parte oriental do império Carolíngio; tendo sido conseguida no ano 962, com a coroação imperial de Otão I (fundador do Sacro Império Romano-Germânico.
Este império estava em desagregação, dividido em ducados, condados, marcas, etc... ; isto no século XIII.
Na parte ocidental da Europa ocorria exactamente o oposto, ou seja, a afirmação de reinos como o de Portugal, Aragão e Castela ( Península Ibérica) ou os de França e Inglaterra; onde se assistia genericamente ao reforço da autoridade real e à sua independência face aos poderes locais e da Igreja.
Na parte oriental, reinos como o da Hungria e da Polónia lutavam pela sua afirmação dificultada pela persistência de alguns senhorios.
Em áreas como o norte da Itália não ocorreu esta dita afirmação, mas sim a criação de comunas ( colectividades urbanas que lutavam pela sua independência); para conseguirem esta tal independência teriam de receber as cartas comunais dadas pelos senhorios; quando recebiam a carta ficavam independentes e eram governados pela burguesia local.
As fronteiras internas e externas da Europa estavam bem longe da estabilidade. Internamente, ocorriam lutas constantes entre os reis; externamente, o combate contra os muçulmanos da Península Ibérica.


De esfahistoriadores a 10 de Dezembro de 2006 às 19:11
boa resposta, mas devias referir também a organização dos senhorios e os seus poderes.
O Professor


De Ana a 8 de Dezembro de 2006 às 18:55
Depois da queda de Roma, a Europa Ocidental continuou, durante muito tempo, um mundo politicamente instável. O poder fraccionou-se numa variedade de células, de extensão e estrutura diferente:
• Os reinos; a constituição de um reino estável implica dois elementos fundamentais:
 O reconhecimento da superioridade de uma família, á qual compete exercer a realeza, em regime hereditário. O rei tem sobre todos, uma autoridade suprema, não importando nada a classe social a quem esses pertençam;
 A delimitação de um território, que se constitui entre o rei e os seus súbditos. O facto de alguém ter nascido no reino faz com que o rei tenha poder sobre ele. Ou seja, a constituição de um reino corresponde á identificação entre um rei, um território e os seus habitantes.
• O império; o sonho da reconstituição de um império universal cristão pareceu concretizar-se no Natal de 800, quando o papa coroou em Roma, Carlos Magno, rei dos Francos, o Imperador do Ocidente; o seu império foi efémero acabando após a sua morte por dividir-se. Contudo, depois de um período conturbado, o sonho renasceu na pessoa de Otão I(936-973), rei da Alemanha. Também como Carlos Magno, Otão aliou-se ao papa, e recebeu também a coroa imperial. A aliança entre o imperador e o papado recebeu o nome de Sacro Império Romano-Cristão.
• As comunas; este termo designava inicialmente, a associação de habitantes de uma cidade que tinha como principal objectivo, libertá-la da sujeição aos grandes senhores. Depois passou a designar a cidade, em que, na Idade Média possuía uma total ou muito grande autonomia administrativa. No século XII, grande parte dos burgos europeus receberam a sua carta comunal, onde estavam exaradas as garantias e liberdades concedidas pelo senhor, ou pelo rei, à cidade.


De esfahistoriadores a 10 de Dezembro de 2006 às 19:16
Como referi no teu colega..devias também especificar a questão dos senhorios...
O professor


De Carolina Albuquerque a 10 de Dezembro de 2006 às 01:32
A partir do século XI, a ideia da divisão de poderes para com os territórios vai-se acentuando, já que o poder não se concentrava numa só pessoa, consequência da queda do Império Romano do Ocidente. Nestes moldes, atenta-se ao aparecimento de um novo mapa político europeu, pois era obtida uma multiplicidade de poderes.
A Europa Ocidental apresentava, desta forma, uma nova constituição, porquanto não estava sujeita ao antigo Império Romano, mas sim aos senhores, aos duques, aos condes, aos reis e, ainda, ao imperador. Surgem, assim, vários poderes: os senhorios, os ducados, os condados, os reinos, o império e as comunas.
Os senhorios (territórios onde um nobre ou membro do alto clero exercia) não apresentavam uma forma regular, pois a dimensão destes variava; eram compostos por um castelo (que simbolizava a autoridade que o senhor possuía sobre a terra e os homens), bosques, terras e aglomerados populacionais. O senhor era possuidor de um dito "duplo poder", visto que dominava economicamente e tinha autoridade sobre os homens.
Os ducados e os condados que, como o próprio nome indica, pertenciam aos duques e aos condes, respectivamente. Além de apresentarem como compromisso a obediência ao rei e/ou ao imperador, estes eram ricos e poderosos, tendo, então, afrontado os que deveriam respeitar. O Ducado da Aústria e o Condado de Hainaut são dois dos muitos ducados/condados formados na Europa.
Apenas no século XII, os reinos se iam tornando unidades políticas estáveis; para esta estabilidade se apresentar como um facto verídico, era necessário prestar obediência ao rei, já que este detinha autoridade suprema sobre os que, naquele reino, nascessem; dever-se-ia delimitar um território. São exemplos de reinos estáveis, do século em questão, Portugal, Castela, Aragão.
O Império (Romano do Ocidente), apesar de ter sido derrubado, não deixou de parte a ideia da existência de um Imperador. Já que foi efémero o Império de Carlos Magno, Otão I formou o chamado Sacro Império Romano-Germânico, tendo-se aliado ao Papa, à semelhança de Carlos Magno. Mesmo assim, o Império/poder do Imperador foi enfraquecendo, devido não só aos confrontos entre o Papa e o Imperador, como também devido à escensão do poder dos grandes senhores.
Com o aparecimento de novas cidades, estas não se quiseram cingir ao poder/autoridade que os senhores poderiam exercer sobre elas. Assim, os habitantes tentaram tornar as suas cidades livres dessa autoridade prestada pelos senhores. Após a recepção da carta comunal ( que lhes concedia a liberdade citadina), essas cidades organizaram-se, sendo governadas pelo Conselho de Burgueses e por um corpo de magistrados próprios.
Tendo em conta os aspectos mencionados e o mapa que introduz a questão, é-nos permitido verificar, realmente, que as grandes e múltiplas diferenças no que diz respeito a esta nova divisão de poderes territoriais, levaram ao aparecimento de uma nova política geográfica da Europa Ocidental do século XIII.


De esfahistoriadores a 10 de Dezembro de 2006 às 19:19
Muito bem...
o professor


De Carolina Albuquerque a 10 de Dezembro de 2006 às 01:58
Como já respondi a esta última questão, achei particularmente interessante demonstrar alguns aspectos relativos à biografia de Carlos Magno...
Nasceu no ano de 742. Após a morte do seu pai e do seu irmão, tornou-se rei de um território, o qual englobava a França e parte da Alemanha.
Com o objectivo de fazer com que os povos bárbaros se convertessem ao Catolicismo, incentivou várias conquistas, tendo sido, deste modo, parte da Europa conquistada; recuperou, também o Império Romano do Ocidente, e em 800 foi nomeado imperador do Sacro Império Romano-Germânico, pelo Papa Leão III.
Com esta atitude, passa a ter a mesma autoridade do Papa. Assim, conseguiu consolidar o império franco, do qual fazia parte a França, Catalunha, Navarra, Aragão, Paises Baixos, Alemanha e a Itália (central e setentrional).
Apesar de ter, comente, o conhecimento da leitura, desconhecendo o da escrita, criou um incentivo às artes e às ciências, investiu na reforma da grafia, fundou escolas, incentivando, igualmente, o ensino.
Morreu no ano de 814, deixando o seu grandioso império ao seu filho Luís; contudo, este, ao contrário do seu pai, não foi capaz de o continuar.


De Miguel Angelo a 11 de Dezembro de 2006 às 18:25
Após a queda de Roma, a Europa Ocidental permaneceu, durante muito tempo, um mundo politicamente instável. O poder dividiu-se numa multiplicidade de células, de extenção e estrutura variadas. No séc. XII, nessa divisão persistia ainda: senhorios, principados, cidades independentes, os reinos, e até com um império, que teimava em manter vivo o legado politico do mundo romano.
O senhorio era um território onde um senhor exercicia poder sobre a terra, de que era proprietário e tinha também poder sobre os homens, a quem exigia impostos de natureza económica, jurisdicional e militar
O reino era um estado ou uma nação cujo chefe politico era um rei e que implicava dois elementos essenciais, que eram eles: em primeiro lugar o reconhecimento da superioridade de uma familia à qual compete exercer a realeza em regime hereditário e, em segundo lugar a delimitação de um território, que se constitui como base do vínculo entre o rei e os seus súbditos.
E por fim as comunas, que eram cidade que tinham uma total ou muito ampla autonomia administrativa.


De ricardo fouto a 11 de Dezembro de 2006 às 19:59
Após a queda do Império Romano,o ocidente permaneceu,durante um período de instabilidade,social,politica,e económica,a unica organização que se manteve estável foi a Igreja.
No inicío do séc.12 ainda existia esta instabilidade.
Com a queda do Império Romano surgiram novas maneiras de se "governar",então nascem os senhorios,ducados e condados,os reinos,os impérios e as comunas.
Os senhorios como o nome indica,senhorio,eram as terras de um senhor,podia ser de um nobre ou menbro do alto clero. O senhorio tinha grandes propriedades,que eram dominadas pelo castelo do senhor,que agrupava-se em terras ferteis,bosque e um ou mais aglomerados populacionais. O senhor retirava das terras os seus rendimentos económicos,tinha a autoridade sobre os homens que nela viviam,tendo o direito de julgar e aplicar penas,lançar impostos e taxas,e recrutar homens para o exercito. Os senhores tinham nas suas "mãos" duplo poder,o poder económico e a autoridade sobre os homens.
Os ducados e condados eram apenas duques e condes,que pertenciam a escalões superiores da nobreza medieval. Viviam em casas reais,onde possuíam grandes terras,que eram muitas vezes alargadas por doações da igreja e por casamentos que juntavam as duas familias. Estes duques e condes ricos e poderosos,afrontaram o poder do rei ou imperador,a quem deviam obdiência.
Os reinos corespondiam À indentificação de um rei,um terrório e aos seus habitantes. No séc.13 já existiam reinos estáveis como,Portugal,Castela,Aragão,França e Inglaterra.
A queda do império a ocidente,não apagou o ideal de autoridade comum. Nasce então no ano 800,o império de Carlos Magno,rei dos Francos,coroado pelo papa. O império de Carlos Magno teve manteve-se estável,após a sua morte tornou-se a dividir. Depois de um período muito conturbado,renasce o sonho imperial na pessoa de Otão1,rei da Germânia(Alemanha),que era o mais poderoso monarca do Ocidente. Otão fez o mesmo que Carlos Mgno,aliou-se ao papa,tendo também recebido a coroa imperial. Uma aliança entre o imperador e o papa,nasceu o nom,e de Sacro Império Romano-Germanico. No séc.13 o império não passava de reinos governados por príncipes.
As comunas eram associações de comerciantes que queriam libertar-se do poder do senhor. Estas lutas estenderan-se por toda a Europa,onde geraram episódios violentos. Este privilégio foi aceite,a troco de dinheiro que o senhor aceitava por perder os seus direitos. De forma violenta ou negociada, boa parte dos burgos,receberam a carta comunal,onde dizia as garantias e liberdades dadas pelo senhor ou rei.


De esfahistoriadores a 15 de Dezembro de 2006 às 09:43
Bom trabalho


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Junho 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


.posts recentes

. BOAS FÉRIAS!!!!

. MATRIZ DO TESTE

. ARTE RENASCENTISTA

. HUMANISMO

. TESTE - SUGESTÃO DE RESOL...

. A ABERTURA AO MUNDO - O C...

. RENASCIMENTO

. AS IMAGENS DA VISITA DE E...

. VISITA DE ESTUDO

. SENHORIOS E CONCELHOS

.arquivos

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

blogs SAPO

.subscrever feeds