Segunda-feira, 20 de Novembro de 2006

O Império Romano Cristão

" É a nossa vontade que todos os povos regidos pela administração de nossa Clemência pratiquem a religião que o divino apóstolo Pedro transmitiu aos romanos, na medida em que a religião por ele introduzida tem prosperado até aos nossos dias.(...) Ordenams que todas aquelas pessoas que seguem esta norma tomem o nome de cristãos católicos."

Edicto de Tessalónica 

De forma sintética, explica de que forma evoluíram as relações entre a religião cristã e a sociedade e o Estado Romano.

publicado por esfahistoriadores às 11:15
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22 comentários:
De I. Gama a 21 de Novembro de 2006 às 22:32
Ao longo do século III, o cristianismo foi angariando um sem número de seguidores.
A extrema devoção dos adeptos, bem como a braveza dos mártires fascinava pessoas de todos os estratos, aumento o número de fiéis.
Em 313, o imperador Constantino publica o Edicto de Milão, no qual atribui completa liberdade de culto aos cristãos, que virão a ter um tratamento de privilégio na sociedade.
Após Constantino, sucedem-se vários outros imperadores - todos apoiam esta religião, que vai afirmando a sua preponderância.
O excerto de texto supracitado pertence ao Edicto de Tessalónica, promulgado por Teodósio, que torna o cristianismo religião oficial do Estado romano e ordena a conversão de todos os habitantes do Império.
Daí em diante, a religião oficial assume o carácter de dogma na sociedade, levando ao descrédito dos outros deuses que foram completamente desprezados.
O imperador torna-se no enviado de Deus para a Terra, escolhido para governar em Seus nome, sendo destituído da condição de deus vivo, mas adquirindo enorme poder. Isto vai constituir um importante factor de unificação do Império.
O culto está organizado nas cidades em dioceses, dirigidas por bispos. O bispo da cidade-capital de província (conjunto de dioceses) designa-se metropolita e coordena todas as dioceses.
O bispo de Roma passa a chamar-se Papa e verá a sua autoridade crescer gradualmente.
Posto isto, podemos afirmar que o cristianismo teve um papel relevante na união do Império por ser a única religião permitida legalmente e por desfrutar da protecção das autoridades.
Ainda hoje, como nessa altura, Roma é a sede do cristianismo.


De melanie a 22 de Novembro de 2006 às 16:51
bem eu ate dizia mais alguma coisa mas sinceramente a ines ja disse o essencial...bom trabalho...eheheh..


De Mafalda a 22 de Novembro de 2006 às 21:11
A religião cristã teve uma enorme influência em todo o Império Romano, principalmente depois da morte de Jesus Cristo, em que os seus discípulos espalharam a sua mensagem rapidamente, arrastando muitos crentese seguidores.
A influência do cristianismo deu-se de forma gradual, inicialmente com o Édito de Milão, em 313 com o imperador Constantino, em que fica permitido o culto aos cristãos; Depois, em 380, com o referido Édito de Tessalónica, com o Imperador Teodósio, em que se torna o cristianismo a religião oficial do Império.
Com todas estas medidas, o Imperio Romano sofre drásticas mudanças em vários níveis: na política, em que o Imperador perde toda a sua divina importância e culto, nas mentalidades e sobretudo na religião que passou de politeísta à crença num só Deus.
Pode-se concluir então que com o surgimento de uma nova religião, o cristianismo, houve muitas mudanças que acabaram por beneficiar a unidade do Império.


De Miguel Angelo a 23 de Novembro de 2006 às 19:22
A religião cristã teve uma enorme influência em todo o Império Romano, principalmente depois da morte de Jesus Cristo. Com a morte de Jesus, a mensagem cristã difunde-se rapidamente, beneficiando a unidade politica do império e das suas excelentes vias de comunicação . Consoante a rapidez com que ganhava adeptos , a nova religião criava também inimigos. Os cristãos eram mal vistos pela sociedade romana em geral, e olhados como perturbadores da paz social e da ordem do império , eram objectos de sucessivas e sangrentas perseguições . Apartir dos princípios do sec . IV verifica-se a afirmação progressiva da nova religião . Em 313 o Imperador Constantino publicou o Edito de Milão , em que garante inteira liberdade de culto aos seguidores de Cristo e ordena que lhes sejam devolvidos os bens tirados na ultima perseguição . Em 380, o Imperador Teodósio promulga o Edicto de Tessalónica, o Cristianismo tornou-se a religião oficial, e o Império era agora Cristão.


De Fausto Correia a 23 de Novembro de 2006 às 20:05
É no seio de um povo judeu que, cerca do ano 5 antes da nossa era, nasce Jesus, filho de um humilde artesão. Aos trinta anos, Jesus inicia a sua vida activa pública. Diz ser o messias, o grande salvador esperado. Após a sua morte, a sua mensagem difunde-se rapidamente, beneficiando da unidade pública do Império e das suas excelentes vias de comunicação. A partir dos princípios do século IV verifica-se a afirmação de uma nova religião. O Cristianismo, que como o próprio nome indica, eram os seguidores de Cristo, que veio de em contra aquilo que eram os princípios religiosos romanos tais como a adoração de vários deuses e a atribuição do título de Deus ao Imperador, situação adversa aos princípios religiosos cristãos que se centravam na adoração de um único Deus e que todos os homens eram iguais perante Deus. Esta religião ganhou inúmeros adeptos, levando mesmo a Conversão por parte do Imperador Constantino. Apesar das ferozes perseguições de que foram alvos os Cristãos sobretudo nos três primeiros séculos da nossa era, esta religião iria adquirir uma enorme importância na sociedade romana. Assim, em 313, o imperador Constantino publicou o Édito de Milão, através do qual atribuiu liberdade de culto aos cristãos e determinou a devolução dos bens que lhes haviam sido anteriormente confiscados. A partir desta data (313), Constantino concede aos cristãos um tratamento preferencial, colocando-os nos mais altos cargos do Império, concedendo-lhes isenções fiscais, a permissão de construção de Templos ao seu Deus, etc. Preocupado com as divisões que começam a surgir entre os seguidores da fé cristã, é o próprio Imperador que convoca, em 325, o Concilio de Niceia , onde se reúnem os bispos cristãos para definir verdades doutrinais. A partir de Constantino, todos os Imperadores, com excepção de Julião, professaram o Cristianismo. Apadrinhada pelo poder, o Cristianismo ganha maior reforço, sobrepondo-se aos antigos cultos. Este processo recebe um novo impulso quando em 380, o Imperador Teodósio promulga o Édito de Tessalónica, pelo qual ordena a conversão de todos os habitantes do Império, tornando-se na religião oficial do Império. O império universal romano era agora um império monoteísta, de um só Deus e um Imperador, que representava agora a figura de Deus, não sendo olhado como um Deus vivo. O Cristianismo, no Império Romano, evolui de contestado a Incontestadíssimo e adorado por todos os romanos.


De esfahistoriadores a 23 de Novembro de 2006 às 22:19
Muito Bem


De Anónimo a 23 de Novembro de 2006 às 23:15
Boa malha Faustada;)
Aquelas nossas conversas religiosas no Verão de 2005... lembras-te?
Ora heréticos ora devotos...
Gosto muito de te ouvir! Continua o bom trabalho.


De I. Gama a 23 de Novembro de 2006 às 23:31
O comentário anterior era meu:)
Só para que conste.


De Carol Albuquerque a 27 de Novembro de 2006 às 15:12
Mas o menino Fausto anda cá com um vocabulário...upa!!! upa!!! Está visto que desde que descobrimos que somos primos andas a evoluir e a seguir aqui os passos da tua primita!=) Muito bem! Bju*


De Fausto Correia a 23 de Novembro de 2006 às 23:46
Antes de mais gostaria de dar os parabéns ao nosso exmº professor e amigo, Dr.Sidónio , pelo seu excelente trabalho, pela atenção e empenho com que criou este blog e da forma como o mantém, preocupando-se com a evolução do mesmo como complemento e ajuda à disciplina de História A, pois permite que possamos interagir uns com os outros e para além disso prepararmo-nos melhor para testes, etc. Iniciativas destas são raras e por isso merecem ser louvadas. Isto não é "passar graxa " mas sim a verdade. E as verdades são para ser ditas. Muitos parabéns e muito obrigado!:)


De esfahistoriadores a 25 de Novembro de 2006 às 23:24
Obrigado...tens revelado interesse e participação no blog...espero que ajude nna aquisição dos conhecimentos, mas espero que outros colegas teus participem mais...Bom Fim de Semana


De Didier a 24 de Novembro de 2006 às 16:08
Já não há nada a dizer. Estão todos os comentarios bem. bom trabalho e estudem muito como eu


De luisa a 26 de Novembro de 2006 às 18:10
A partir do nascimento de Cristo, os apóstolos difundiram o Cristianismo por todo o império através da língua, das redes viárias, cidades,... Após a morte de Jesus a mensagem cristã difunde-se rapidamente, no entanto esta religião cria também inimigos. Os Cristãos são mal vistos pela sociedade romana em geral: não respeitando os deuses tradicionais, condenam hábitos enrraizados , defendem igualmente entre senhor e escravo. Contudo os Cristãos serão alvo de sucessivas perseguições sangrentas, ao qual não impede que o número de Cristãos aumente.
Em 313, o imperador Constantino o Edicto de Milão, através do qual atribui a liberdade de culto aos cristãos e determinou a devolução de bens que lhe foram confiscados.
Constantino oferece aos Cristãos altos cargos do império, cumula-os de generosas ofertas,
concede-lhes isenções fiscais, ergue, ao seu Deus, templos imponentes, quer em Roma, quer em Jerusalém. Com o seguimento dos imperadores a partir de Constantino a maior parte continuou a professar o Cristianismo. Mais tarde em 380, o imperador Teodósio, pelo E dicto de Tessalónica, ordenou a conversão das populações ao Cristianismo, transformando-o em religião oficial do império. Contudo houve evoluções nas revoluções entre a religião cristã, a sociedade e o Estado romano, pois como está referido no texto (documento do Edicto de Tessalónica) "É nossa vontade que todos os povos erguidos pela administração pela nossa Clemência pratiquem a religião que o divino apóstolo Pedro transmitiu aos romanos na medida em que a religião tem prosperado até aos nossos dias", ou seja, pelo Edicto de Tessalónica é transmitido a todos os povos regidos que pratiquem a religião que o apóstolo Pedro transmitiu aos romanos.
Actualmente, as pessoas segem a norma que Pedro transmitiu aos romanos assim designados cristãos, como está explicito no texto.


De esfahistoriadores a 27 de Novembro de 2006 às 15:24
Finalmente a Luisa veio comentar...muito bem.


De Rafael Nunes a 26 de Novembro de 2006 às 20:33
Parece que cheguei tarde e já não há nada de relevante a acrescentar...
O comentário do Fausto está muito completo!
fica a promessa de vir a comentar próximos...
Boa Noite


De Carol Albuquerque a 27 de Novembro de 2006 às 15:17
Está bem, está! Estou para ver se tu cá vens...e há sempre alguma coisa para acrescentar, já que a organização das ideias de cada um de nós é diferente!!!! Vá, vá, eu calo-me...Esta só foi para me vingar, porque este menino anda sempre a gozar c a grandiosidade da minha altura!!! =) Bju*


De Carolina Albuquerque a 27 de Novembro de 2006 às 15:05
A nova religião surge com Jesus, o qual diz ser o "messias"; aos 30 anos, acompanhado pelos seus discípulos, divulga uma mensagem que, simultaneamente, é universal e revolucionária, visto que não é priveligiado algum povo, sendo todos iguais perante Deus. Após a morte de Jesus (Cristo-messias), essa mensagem rapidamente é difundida. Mas o Cristinanismo, além de ganhar uma multiplicidade de adeptos, ganha, também, inimigos, porquanto os designados, agora, cristãos não respeitam a religião politeísta, até então seguida. Posto isto, os cristãos não iriam atravessar uma época fácil, mas sim uma época sangrenta, repleta de perseguições e mortes, permanecendo durante três séculos. Já em 313, com o Imperador Constatino, é publicado o Édicto de Milão, onde é concebida a liberdade de culto aos cristãos. Os imperadores, que se sucederam a este, professaram o cristianismo (à excepção de Julião e Apóstata). Esta nova religião é tomada como oficial do Império, em 380, com o Imperador Teodósio, através do referido Édicto de Tessalónica: " (...) que todos os povos (...) pratiquem a religião que o divino apóstolo Pedro transmitiu aos Romanos (...).» Assim sendo, o Imperador vai perdendo, cada vez mais, o poder divino que lhe sempre foi atribuído (além de continuar a concentrar em si toda a autoridade), já os deuses foram revogados e alguns templos encerrados e até outros convertidos em igrejas. Desta forma, o Cristianismo torna-se num elemento de união do Império, já que todos prestavam culto a um só e mesmo deus.


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